01 dezembro 2008

Uma Defesa ao Verdadeiro Amor

Perguntaram-me essa semana se eu ainda acredito mesmo em romantismo, em amor à moda antiga... A pergunta foi: “vale mesmo a pena se apaixonar?” E eu fiquei pensando nisso por horas... Será que ainda existe romance, amor à moda antiga? Será que vale mesmo a pena se apaixonar?

Enquanto eu pensava na resposta, muitas coisas me vieram à mente: jantar a luz de velas, caminhar à beira mar, observar o pôr-do-sol juntos, ver filme... Sair... Sabe, você saber que tem aquele ombro pra encostar a sua cabeça nos momentos de choro ou aqueles braços nos momentos de alegria.... O nervosismo antes de encontrar-se com ele ou com ela... O frio na barriga, moleza nas pernas... Aí lembrei o que era o melhor: a paquera...

PAQUERA


Nossaaa é a melhor época... Você não sabe se ele ou ela vai ligar... Vai pra casa da pessoa morrendo de vergonha ou marca em algum lugar com os amigos e fica o tempo todo olhando pra porta esperando a hora da pessoa chegar... Aí, marca uma programação na casa de alguém que normalmente é ver filme ou jogar algum jogo do tipo Imagem & Ação... No filme, por exemplo. Você fica constantemente olhando pra pessoa e quando ela olha de volta, você rapidamente volta a ver o filme, mas segundos depois olha de novo e a surpresa: a pessoa continua olhando e sorri pra você e você sorri de volta... Ou se você senta do lado, nem olha pro lado que ele ou ela está... Quando vai pegar a pipoca, que no mesmo momento a pessoa também pega, fica sem jeito porque a sua mão pegou na mão dele ou dela... Aí começa o namoro...



NAMORO



Finalmente você cria coragem e pede a pessoa em questão em namoro. Aliás, nós né? As meninas só precisam dizer sim ou não. E começamos a namorar. Todos querem saber do primeiro beijo e os dois, constrangidos, ou não dão ou não falam que deram... E não é porque você tem a certeza de que a pessoa está do seu lado e que quase todos os dias vocês se verão, que o nervosismo passa... Como é bom sentir aquele frio na barriga e na espinha... como é bom... A mão sua, as pernas tremem... Você marca no calendário os dias que vocês fazem mês e sempre procura uma forma de surpreender a pessoa. Cada dia passa e o que você sente por ele ou por ela só aumenta... Todos passam a se referir a você como o “fulano da fulana” ou “a fulana do fulano”... Se você vai a algum local e a pessoa não vai junta, todos estranham... Até você mesmo estranha... Falta algo, sabe? Você entende o porquê de não consegue mais ficar um minuto longe, nem um segundo sequer... Então cai a ficha: é a pessoa certa!!! Logo, vamos para o nosso próximo passo: noivado e o dia do casamento...



NOIVADO e O DIA DO CASAMENTO



Ainda não posso falar sobre isso com profundidade, pois sei mais teoria do que prática. Espero um dia escrever sobre isso com autoridade :D Então, vou transcrever ainda dentro do meu pensamento antes de dar a resposta para a minha inquisitora. Fiquei imaginando como seriam os dias antes de casar... Tudo preparado para o casamento. Na verdade tenho uma grande curiosidade sobre as últimas horas e espero um dia escrever sobre isso... O que passa na cabeça da pessoa na última noite antes de casar? Bem, vou relatar o que se passa na minha hoje... Penso no nervosismo, na ansiedade... Penso em eu indo à casa dela e subindo a lateral da casa até chegar à sua janela (bem de filme) e batendo... Ela abre assustada e pergunta o que foi, se aconteceu algo... Eu olho pra ela, dentro dos seus olhos e digo: “Só queria dizer que eu amo você. Que não há um dia sequer que não fui feliz ao seu lado. Sou eternamente grato a Deus por ter te colocado na minha vida. Eu espero ansioso para tê-la como esposa.” Dou um beijo em sua testa e vou pra casa dormir. No outro dia, o grande dia. Se já esperamos por elas todos os dias do namoro, porque seria diferente no dia do casamento? Mas enfim chega a grande hora... ela vai entrando na igreja, ao som da música de vocês e tudo, tudo vem a sua cabeça: os momentos de paquera, o namoro, o noivado e as últimas horas antes de casar... Tem algo melhor do que isso?



Talvez você me diga: “mas Samuel, você esqueceu-se de citar os momentos tristes, tensos... as brigas, os questionamentos... É não citei eles mesmo não. E não é que eles não existam, porque eles existem sim. Aprendi que um relacionamento é como um álbum de fotografias. Nunca vemos num álbum as fotos dos momentos ruins, mas isso que não quer dizer que só porque nas fotos só existam os momentos bons que os momentos ruins não estejam lá. Eles estão, pois é um momento ruim que nos leva de um momento bom pra outro. Eles nos ensinam, nos faz amadurecer e crescer. O relacionamento é uma eterna renuncia e um eterno ajuste. É dar mais do que receber. É cuidar, zelar. Nossa como eu demorei pra aprender isso. Como eu demorei... A Bíblia nos diz que na famosa passagem do amor assim: “O amor é paciente, o amor é bom. Não é invejoso, nem vaidoso e nem orgulhoso. Não é inconveniente, não é egoísta, não se irrita facilmente e nem é rancoroso. O amor não fica feliz com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Está disposto a sofrer, crer, esperar e suportar tudo o que vier. O amor jamais acaba.” (1ª Coríntios 13:4-8 Paráfrase)



Siimm, sobre a pergunta que me foi feita. O que eu respondi? Eu disse: “É claro que sim! Quero envelhecer ao lado de alguém, compartilhar minha vida com ela. Chegar aos meus 90, 100 anos ainda louco e apaixonado por ela...” E eu sorri. E olhando esse casal que ilustra a nossa reflexão de hoje, eu te pergunto: “Tem algo melhor do que isso?”



Rod Bell: As Três Chamas do Amor

http://br.youtube.com/watch?v=liGOzZiq-2g